Metanálise seguida de comparação indireta de tratamentos e modelo de custo-efetividade comparando embolização da artéria uterina e os métodos cirúrgicos para o tratamento de leiomiomas uterinos sintomáticos

Objetivo: Leiomiomas uterinos sintomáticos (LUS) impactam a saúde, qualidade de vida e a capacidade de trabalho. A cirurgia ainda é a principal intervenção terapêutica. Avaliamos os benefícios e os riscos da embolização das artérias uterinas (EAU) e sua custo-efetividade em relação às intervenções c...

Full description

Bibliographic Details
Author: Fonseca, Marcelo Cunio Machado [UNIFESP]
Format: Doctoral thesis
Status:Published version
Publication date:2015
Country:Brasil
Institution:UNIFESP
Repository:Repositório Institucional da UNIFESP
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:repositorio.unifesp.br:11600/47170
Online Access:https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3169264
https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/47170
Access Level:Open access
Keyword:Leiomyoma
Uterine artery embolization
Hysterectomy
Myomectomy uterine
Cost-efficiency analysis
Metanálise
Leiomioma
Análise de custo-eficiência
Embolização da artéria uterina
Histerectomia
Miomectomia uterina
Description
Summary:Objetivo: Leiomiomas uterinos sintomáticos (LUS) impactam a saúde, qualidade de vida e a capacidade de trabalho. A cirurgia ainda é a principal intervenção terapêutica. Avaliamos os benefícios e os riscos da embolização das artérias uterinas (EAU) e sua custo-efetividade em relação às intervenções cirúrgicas no sistema de saúde público brasileiro (SUS). Métodos: Realizou-se uma busca sistemática de ensaios clínicos randomizados de EAU versus qualquer intervenção cirúrgica para LUS. Foi realizada uma metanálise comparando desfechos relacionados ao procedimento, à efetividade, à falência ovariana (FO) e às experiências das pacientes. Para comparar os procedimentos cirúrgicos realizamos uma comparação indireta de tratamentos ancorada nos resultados das comparações diretas com uma intervenção controle comum, UAE. Para avaliar a custo-efetividade da EAU versus os procedimentos cirúrgicos construímos, sob a perspectiva do SUS, um modelo de decisão simulando, por 5 anos, uma coorte com LUS que recebeu inicialmente EAU ou histerectomia ou miomectomia ou oclusão laparoscópica das artérias uterinas (OLAU). Dados de eficácia são da metanálise e de utilização dos recursos são do SUS. O custo incremental estimado para cada ano adicional de vida ajustado pela qualidade (QALY) e para cada intervenção evitada foi calculado e apresentado como uma razão de custoefetividade incremental. Resultados: Identificamos 10 ensaios clínicos randomizados relevantes. O tempo de internação, recuperação e a necessidade de transfusões é menor na EAU. A EAU têm maior número de complicações menores e reintervenções até dois anos após o procedimento. A FO e as experiências das pacientes não diferiu entre EAU e procedimentos cirúrgicos. Na comparação indireta de tratamentos a OLAU apresenta desvantagem em relação à histerectomia e miomectomia quanto a necessidade de reintervenção até dois anos após o procedimento e a necessidade de reintervenção pela persistência dos sintomas; por outro lado, apresenta menor tempo de internação do que elas. Comparada à histerectomia, OLAU apresenta mais reintervenções, após dois anos e até cinco anos e menor resolução da menorragia no primeiro e segundo anos depois do procedimento inicial. A histerectomia e miomectomia são equivalentes em relação a todos os desfechos estudados. Na análise custo-efetividade, a EAU em comparação à histerectomia e miomectomia não é custoefetiva, mas é custo-efetiva em comparação com OLAU em relação ao número de procedimentos evitados, mas não de QALYs. Conclusão: As experiências das pacientes e a FO parecem ser semelhantes entre os procedimentos cirúrgicos e EAU, enquanto a EAU oferece vantagem quanto a menor permanência hospitalar, tempo de recuperação e necessidade de transfusões. Por outro lado, a EAU tem uma maior taxa de complicações menores e uma maior probabilidade de demandar uma intervenção cirúrgica no prazo de dois anos do procedimento inicial. Comparada às outras cirurgias estudadas a LOUA parece apresentar um aumento da taxa de persistência dos sintomas que leva a um aumento da probabilidade de demandar procedimento cirúrgico, principalmente dentro de dois anos após a intervenção inicial. A histerectomia e miomectomia são equivalentes em relação a todos os desfechos estudados embora a histerectomia não poupe o útero. A EAU não é custo-efetiva em relação à histerectomia e miomectomia no SUS.