Editorial

A Arqueologia surge como parte de um projeto capitalista de construção do passado para sustentar um determinado modelo de poder.Passaram-se quase cem anos para que a arqueologia se indisciplinasse (HABER, 2011) e começasse assim a questionar criticamente as narrativas universalizantes sobre as quais...

Full description

Bibliographic Details
Authors: Barreto, Cristiana; Salles Machado, Juliana; Góes Neves, Eduardo; Zarankin, Andres; Pellini, José Roberto; Codevilla Soares, Fernanda
Format: Article
Status:Published version
Publication date:2015
Country:Brasil
Institution:SAB
Repository:Revista de Arqueologia
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:ojs2.revista.sabnet.org:article/424
Online Access:https://revista.sabnet.org/ojs/index.php/sab/article/view/424
Access Level:Open access
Description
Summary:A Arqueologia surge como parte de um projeto capitalista de construção do passado para sustentar um determinado modelo de poder.Passaram-se quase cem anos para que a arqueologia se indisciplinasse (HABER, 2011) e começasse assim a questionar criticamente as narrativas universalizantes sobre as quais se sustenta o sistema, mostrando que duas das características mais perversas do capitalismo se fazem presentes na prática disciplinária: primeiramente, o capitalismo tem a capacidade de absorver a critica, de transformá-la, de esvaziá-la de seu sentido original e trazê-la de volta, desta vez com enunciados sem conteúdos ou até como mercadoria; e em segundo lugar, a perversão do capitalismo se dá na medida em que sua legitimidade se baseia na renuncia voluntária das pessoas em favor de um falso bem associado ao materialismo.