Uso de práticas integrativas e complementares por doulas em maternidades de Fortaleza (CE) e Campinas (SP)

Objetivou-se analisar as Práticas Integrativas e Complementares (PICs) utilizadas por doulas nos municípios de Fortaleza (CE) e Campinas (SP). É um estudo de natureza qualitativa, com 15 doulas: nove de Fortaleza e seis de Campinas. Os dados foram coletados no segundo semestre de 2010, mediante a re...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Silva, Raimunda Magalhães da; Jorge, Herla Maria Furtado; Matsue, Regina Yoshie; Ferreira Junior, Antonio Rodrigues; Barros, Nelson Filice de
Tipo de documento: Artículo
Estado:Published version
Fecha de publicación:2016
País:Brasil
Institución:USP
Repositorio:Saúde e Sociedade (Online)
Lenguaje:Portugués
Inglés
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/113265
Acceso en línea:https://revistas.usp.br/sausoc/article/view/113265
Nivel de acceso:Acceso abierto
Descripción
Sumario:Objetivou-se analisar as Práticas Integrativas e Complementares (PICs) utilizadas por doulas nos municípios de Fortaleza (CE) e Campinas (SP). É um estudo de natureza qualitativa, com 15 doulas: nove de Fortaleza e seis de Campinas. Os dados foram coletados no segundo semestre de 2010, mediante a realização de entrevistas semiestruturadas, e organizados seguindo a técnica da Análise de Con teúdo na modalidade temática. A interpretação dos resultados baseou-se na noção de que a institucio nalização dos saberes se dá pela conformação de núcleos e de campos. O núcleo demarca a identidade de uma área de saber e de práticas profissionais; e o campo, um espaço de limites imprecisos entre as disciplinas, mas que pode ser submetido a conflitos. Observou-se que o suporte das doulas permeia uma variedade de práticas emolduradas na Medicina Tradicional (MT) e das PICs. Essas práticas contri buíram para a diminuição do tempo de trabalho de parto, melhor controle da dor, ajuda na tomada de decisões e empoderamento da mulher. Compreende -se que o espaço de atuação da doula e o uso de PICs convergem para a singularidade, respeito e autonomia da mulher e propõem um novo modelo de saberes e práticas centrado na importância do processo natural do parto.