Diálogos em delay:especulações em torno de uma temporalidade outra do encontro pedagógico

A fim de conjecturar um plano ético-político expansivo capaz de fomentar uma atitude eminentemente crítica ante o presente educacional, o texto que ora se apresenta organiza-se segundo três patamares argumentativos articulados. No primeiro deles, debruçamo-nos sobre o romance Memórias de Adriano e,...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Aquino, Julio Groppa
Tipo de documento: Artigo
Estado:Published version
Data de publicação:2017
País:Brasil
Recursos:USP
Repositório:Educação e Pesquisa
Idioma:Português
Inglês
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/136756
Acesso em linha:https://www.revistas.usp.br/ep/article/view/136756
Nível de acesso:Acesso aberto
Palavra-chave:Pedagogy
Temporality
Michel Foucault
Marguerite Yourcenar
Pedagogia
Temporalidade
Descrição
Resumo:A fim de conjecturar um plano ético-político expansivo capaz de fomentar uma atitude eminentemente crítica ante o presente educacional, o texto que ora se apresenta organiza-se segundo três patamares argumentativos articulados. No primeiro deles, debruçamo-nos sobre o romance Memórias de Adriano e, em especial, sobre as reflexões de Marguerite Yourcenar acerca do método de composição da obra e de seu modo particular de endereçamento ao passado. Em seguida, por meio de uma espécie de jogo de contraste com o ponto de vista da escritora, são trazidos à baila alguns marcos do legado teórico foucaultiano, especialmente no que se refere aos jogos cruzados entre presente, história e verdade. Tratou-se, assim, de criar uma ambiência argumentativa assentada nas noções de regimes de verdade, de história genealógica e de ontologia do presente. As discussões finais do texto dedicam-se a focalizar, a par da própria experiência de Michel Foucault como professor, as duas tópicas principais do percurso ulterior do pensador − o cuidado de si e a parrhesía −, tendo em vista suas possíveis implicações pedagógicas. Com isso, almejou-se perspectivar uma mirada sobre o encontro pedagógico que, ao lhe conferir certa potência ético-estilística, reclama um regime de tempo diverso nas transações que aí tomam lugar.