Para além dos mecanismos de preço: a construção social do mercado ‘espaço agroeológico das Graças’- Recife/PE.
O presente trabalho analisa o processo de construção social de uma praça de mercado, levado a cabo por associações, ONGs e agricultores dos municípios de Abreu e Lima, área metropolitana ao norte de Recife, Chã Grande no agreste, Gravatá no agreste central e Bom Jardim no agreste setentrional. A fei...
| Autor: | |
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| Tipo de documento: | Tesis doctoral |
| Estado: | Published version |
| Fecha de publicación: | 2012 |
| País: | Brasil |
| Institución: | UCB |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UCB |
| Lenguaje: | Portugués |
| OAI Identifier: | oai:localhost:riufcg/3833 |
| Acceso en línea: | http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/3833 |
| Nivel de acceso: | Acceso abierto |
| Palabra clave: | Agroecologia Sociologia Econômica Solidariedade Agroecology Social Economics Solidarity Ciências Sociais |
| Sumario: | O presente trabalho analisa o processo de construção social de uma praça de mercado, levado a cabo por associações, ONGs e agricultores dos municípios de Abreu e Lima, área metropolitana ao norte de Recife, Chã Grande no agreste, Gravatá no agreste central e Bom Jardim no agreste setentrional. A feira Espaço Agroecológico das Graças, teve início no dia 16 de outubro de 1997, como parte da comemoração do dia mundial da alimentação, organizada pela AMA Gravatá e O Centro de Desenvolvimento Agroecológico Sabiá que assessoravam os agricultores na produção de alimentos baseados nos princípios do enfoque agroecológico, que busca construir uma agricultura com o menor impacto possível do homem sobre a natureza, privilegiando assim uma ação mais sinergética com a mesma. A receptividade desse evento foi tão grande que motivou os envolvidos a dar continuidade e assim materializar seus objetivos de abrir um canal de comercialização direta aos consumidores. A partir das ideias de Karl Polanyi, de que a ação econômica é sempre uma ação imersa, enraizada no social e de Mark Granovetter de que os mercados são animados por redes de relações sociais, esta tese investiga até que ponto é possível construir e manter, na sociedade capitalista atual, um modelo de feira agroecológica com princípios baseados não apenas nos valores econômicos e mecanismos de preços, mas, principalmente, nas relações de troca baseadas na solidariedade e reciprocidade?Verificamos que do ponto de vista do mercado, sua realização e funcionamento se da pela capacidade dos agricultores de obter e inspirar confiança, de negociar, fazer cumprir contratos, estabelecer e realizar direitos gerando assim um ambiente de troca mercantil onde valores sociais ganham destaques como mediadores dessa troca. |
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