IMSI versus ICSI: comparação das técnicas em ciclos de fertilização in vitro em casais com fator masculino de infertilidade

Objetivo: Avaliar se há diferença entre as técnicas de ICSI (Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoide) e IMSI (Intracytoplasmic Morphologically Selected Sperm Injection) quanto aos desfechos embrionários de casais com infertilidade masculina submetidos a ciclos de fertilização in vitro. Métodos...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Stapenhorst, Martina Caroline [UNIFESP]
Tipo de documento: Tesis de maestría
Estado:Published version
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:UNIFESP
Repositorio:Repositório Institucional da UNIFESP
Lenguaje:Portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unifesp.br:11600/74690
Acceso en línea:https://hdl.handle.net/11600/74690
Nivel de acceso:Acceso abierto
Palabra clave:Infertilidade masculina
Análise do sêmen
Técnicas de reprodução assistida
Injeção de esperma intracitoplásmicas
Desenvolvimento embrionário
Não se aplica
Descripción
Sumario:Objetivo: Avaliar se há diferença entre as técnicas de ICSI (Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoide) e IMSI (Intracytoplasmic Morphologically Selected Sperm Injection) quanto aos desfechos embrionários de casais com infertilidade masculina submetidos a ciclos de fertilização in vitro. Métodos: Foi realizado um estudo prospectivo com 18 casais atendidos na Clínica Huntington – Eugin Group – Medicina Reprodutiva, selecionados através de critérios clínicos de inclusão e exclusão. A paciente foi submetida a coleta de oócitos e o paciente forneceu uma amostra seminal através de masturbação. As amostras seminais foram preparadas conforme técnica mais adequada (gradiente descontínuo de densidade, gradiente descontínuo de densidade + swim up ou ZyMÖT®). No momento da fertilização, foi realizada a injeção de metade dos oócitos utilizando-se ICSI (em aumento de 200 ou 400 vezes) e metade, IMSI (em aumento de 6.300 vezes, com seleção de espermatozoides classes I, II ou III). O cultivo embrionário se deu em incubadora com sistema time-lapse. A avaliação das taxas de fertilização, embriões top quality em D3, blastocisto, blastocisto top quality, ploidia e morfocinética embrionária foi realizada por meio do teste de Wilcoxon pareado (p<0,05). Resultados: Foram observadas diferenças estatisticamente significativas apenas na taxa de embriões top quality em D3, que foi maior para os embriões formados a partir de ICSI (p=0,023), bem como diferença no tempo de desaparecimento dos pronúcleos (tPNf), parâmetro morfocinético que foi menor quando a técnica empregada também foi a de ICSI (p=0,048). Conclusão: Os resultados aqui descritos levam a crer que as técnicas de ICSI e IMSI não apresentam diferenças nos desfechos embrionários para os casais com fator masculino de infertilidade, com exceção dos dois parâmetros que apresentaram melhor resultado para a ICSI. Contudo, o baixo número amostral não nos permite afirmar que essa deve ser a técnica de escolha frente à IMSI nos casos de fator masculino aqui considerados.