Etnodesenvolvimento: análise a partir de uma terra indígena tradicionalmente ocupada
As discussões nesta pesquisa partiram da necessidade de identificar ações governamentais, ou não, que garantissem a construção da autonomia das populações indígenas, possibilitando-as a participação em todas as etapas da formulação de ações que geram impactos no interior das terras indígenas. Como o...
| Autor: | |
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| Tipo de documento: | Tesis de maestría |
| Estado: | Published version |
| Fecha de publicación: | 2019 |
| País: | Brasil |
| Institución: | UFGD |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFGD |
| Lenguaje: | Portugués |
| OAI Identifier: | oai:https://repositorio.ufgd.edu.br/jspui:prefix/1993 |
| Acceso en línea: | http://repositorio.ufgd.edu.br/jspui/handle/prefix/1993 |
| Nivel de acceso: | Acceso abierto |
| Palabra clave: | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::ANTROPOLOGIA::ETNOLOGIA INDIGENA Terra indígena Gestão Ambiental Territorialidade humana Indigenous lands Environmental Management Human territoriality |
| Sumario: | As discussões nesta pesquisa partiram da necessidade de identificar ações governamentais, ou não, que garantissem a construção da autonomia das populações indígenas, possibilitando-as a participação em todas as etapas da formulação de ações que geram impactos no interior das terras indígenas. Como objeto da análise foram estudados espaços territoriais denominados de quintais, localizados na Terra Indígena Panambizinho, município de Dourados, estado de Mato Grosso do Sul. O objetivo foi analisar, no âmbito de uma terra indígena tradicionalmente ocupada, as experiências de produção sustentável a partir de suas práticas tradicionais. Nos quintais analisados foram encontradas 63 espécies vegetais, sendo que mais de 58% delas eram produtoras de itens utilizados na alimentação. A maior parte da produção é utilizada no consumo dos próprios moradores dos lotes e dos animais ali criados, sendo a comercialização de excedentes somente na quantidade necessária para auferir moeda necessária para o custeio de despesas como energia elétrica ou aquisição de alguns itens industrializados. As espécies plantadas são obtidas, em ampla maioria, através de trocas de mudas e sementes em uma rede de reciprocidade dos membros da etnia a qual pertencem os habitantes da Terra Indígena, sendo algumas espécies adquiridas no comércio local ou originárias de regeneração da vegetação nativa. O estabelecimento de arranjos produtivos similares aos sistemas agroflorestais biodiversos, localizados no entorno das casas, possibilita a melhoria no bem-estar das famílias e momentos de integração entre seus membros. Possibilita ainda, o cultivo seguindo o modo tradicional de produção Guarani e Kaiowá, proporcionando melhoria na alimentação das famílias e consequente segurança alimentar com melhoria do nível nutricional. |
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