Modificação da espessura da mucosa peri-implantar com matriz de colágeno acelular xenógena (Mucoderm®) – ensaio clínico randomizado de boca dividida
A reabilitação oral por meio de implantes desencadeou a necessidade de cirurgias de manipulação de tecido mole em torno desses implantes de modo a garantir a satisfação estética do paciente, bem como, a estabilidade óssea peri-implantar. O objetivo do presente estudo é verificar, por meio de mensura...
| Author: | |
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| Format: | Doctoral thesis |
| Status: | Published version |
| Publication date: | 2022 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | UFPE |
| Repository: | Repositório Institucional da UFPE |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufpe.br:123456789/52758 |
| Online Access: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/52758 |
| Access Level: | Embargoed access |
| Keyword: | Gengiva Xenoenxertos Implantes dentários Autoenxerto |
| Summary: | A reabilitação oral por meio de implantes desencadeou a necessidade de cirurgias de manipulação de tecido mole em torno desses implantes de modo a garantir a satisfação estética do paciente, bem como, a estabilidade óssea peri-implantar. O objetivo do presente estudo é verificar, por meio de mensurações clínicas, digitais e histológicas, o efeito da matriz dérmica acelular de origem xenógena (MCX,Mucoderm®) na modificação da espessura da mucosa peri-implantar quando comparado ao enxerto de tecido conjuntivo subepitelial (ETCs). Nove pacientes foram alocados em dois grupos no presente estudo clínico randomizado de boca dividida: ETCs e MCX. Deste modo, regiões unitárias edêntulas bilaterais de cada paciente foram submetidos simultaneamente à instalação de implante associado ao ETCs (lado controle) e MCX (lado teste). Parâmetros clínicos, centrados no paciente e mensurações digitais foram avaliadas em baseline e 2 anos após instalação do implante. Em adição, os pacientes foram alocados aleatoriamente em 3 grupos de acordo com o tempo para realização de biópsia incisional após a colocação dos implantes em 30, 90 e 180 dias. As peças coletadas na biópsia foram avaliadas pela coloração Hematoxilina-Eosina (HE) e Tricrômico de Masson (TM) para avaliação do colágeno. Os resultados demonstraram uma maior espessura, tanto na análise clínica quanto na digital, da mucosa peri-implantar vestibular aos 2 anos no grupo ETCs quando comparado ao biomaterial. Em adição, ao longo do acompanhamento preconizado, verificou-se modificações relevantes no fenótipo peri-implantar quando o enxerto autógeno foi empregado. Frente a histologia analisada, observou-se maturação crescente do colágeno de acordo com o período de avaliação, com fibras densas em ambos os grupos no período de 180 dias. No período de 30 dias o grupo MCX apresentou o padrão de densidade frouxo para todas as amostras. Não houve reação de corpo estranho ou áreas de necrose em nenhuma amostra do estudo. Além disso, verificou-se ausência de reação inflamatória intensa bem como de infiltrado inflamatório no período de 180 dias. Dentro das limitações do presente estudo, ETCs apresentou-se superior ao MCX no âmbito de modificação da espessura da mucosa peri-implantar empregado imediatamente após a instalação de implantes. A partir de análises histológicas, a MCX demonstrou-se biocompatível com deposição madura e uniforme de colágeno, com um padrão inflamatório similar ao ETCs. |
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