Um conceito de classe
Com o conceito de “multidão”, o filósofo italiano Antonio Negri quer designar o surgimento de um novo sujeito coletivo capaz de fazer frente ao domínio capitalista tal como tomou forma no mundo contemporâneo, o que ele nomeia “Império”. Daí a centralidade da multidão na trilogia que Negri publicou n...
| Author: | |
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| Format: | Article |
| Status: | Published version |
| Publication date: | 2014 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | USP |
| Repository: | Cadernos Espinosanos (Online) |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:revistas.usp.br:article/83773 |
| Online Access: | https://revistas.usp.br/espinosanos/article/view/83773 |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | Antonio Negri multidão espinosismo classe |
| Summary: | Com o conceito de “multidão”, o filósofo italiano Antonio Negri quer designar o surgimento de um novo sujeito coletivo capaz de fazer frente ao domínio capitalista tal como tomou forma no mundo contemporâneo, o que ele nomeia “Império”. Daí a centralidade da multidão na trilogia que Negri publicou nos últimos anos com Michael Hardt: Império, Multidão, Commonwealth. Uma peculiaridade do conceito, reiterada por Negri, é consistir num “conceito de classe”. O que isso quer dizer? Nosso propósito é, partindo dessa indicação, retomar o fio do surgimento da “multidão” nos textos negrianos da década de 70, mostrar como o conceito é tomado a Espinosa (Negri sempre o dá como um conceito “espinosano”) e por fim, com base no percurso, entender esse aspecto “classista” da multidão negriana e espinosana. Com efeito, a partir de Espinosa o que Negri descobre é uma nova forma de pensar a classe explorada pelo capital; com o conceito de multidão ele consegue formular um conceito não empírico de classe, o único que, ao seu ver, daria conta de designar, hoje, a classe que pode enfrentar o Império. |
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