O discurso da sustentabilidade de empresas certificadas na construção civil

Após três décadas desde o início das abordagens feitas acerca do Desenvolvimento Sustentável (DS), o Ramo da Construção Civil (RCC) local aparenta ser adepto de um ¿novo dialeto corporativo¿ repleto de termos que incrementam o cardápio imobiliário. Igualmente, a sustentabilidade passou a ser incluíd...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Santos, Paulo Sérgio Fernandes dos
Tipo de documento: Tesis de maestría
Estado:Published version
Fecha de publicación:2017
País:Brasil
Institución:UNIFOR
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UNIFOR
Lenguaje:Portugués
OAI Identifier:oai::114197
Acceso en línea:https://biblioteca.sophia.com.br/terminalri/9575/acervo/detalhe/114197
Nivel de acceso:Acceso abierto
Palabra clave:Responsabilidade social
Desenvolvimento sustentável
Construção civil
Empresas certificadas
Descripción
Sumario:Após três décadas desde o início das abordagens feitas acerca do Desenvolvimento Sustentável (DS), o Ramo da Construção Civil (RCC) local aparenta ser adepto de um ¿novo dialeto corporativo¿ repleto de termos que incrementam o cardápio imobiliário. Igualmente, a sustentabilidade passou a ser incluída no repertório das certificações. No entanto, comumente ocorrem distorções epistemológicas sobre esse fenômeno nos âmbitos acadêmicos e corporativos, produzindo-se equívocos sobre os construtos sustentáveis. Nesse caso, aumentam-se os riscos de distorcerem-se os termos voltados ao mero cumprimento de requisitos gerenciais, éticos ou mesmo paliativos dos impactos urbanos. Em vista disso, nessa pesquisa de cunho qualitativo, investigativo e crítico, sondou-se o uso de conceitos sustentáveis emitidos por três grandes construtoras locais, com perfis organizacionais semelhantes, responsáveis por obras residenciais e comerciais certificadas. A base teórica utilizada para a reflexão margeou os artigos e publicações em práticas Gerencialistas, em Marketing, em Responsabilidade Social Corporativa (RSC) e Sustentabilidade Corporativa (SC). Para a investigação do fenômeno, utilizou-se do método da Análise Crítica do Discurso (ACD), previamente testado em pesquisas afins, nos campos nacional e internacional. Inicialmente, foram feitas entrevistas com os representantes das empresas, dentro e fora dos canteiros de obra. Em seguida, foi feita uma análise documental, dissecando-se temas, textos e as imagens de folders e páginas virtuais, classificados em categorias predefinidas, correlatas à base teórica. Percebeu-se que em um contexto histórico de transições socioeconômicas, mantem-se o uso de uma hegemonia econômica, dotada de uma a prática discursiva baseada na ¿pseudo-ética¿ e no consumo de ícones arquitetônicos. Conclui-se que não existe um diálogo entre a prática corporativa e os postulados seminais acerca da sustentabilidade. Prevalece a falácia originária da burocracia racionalista, formadoras de uma ideologia aparentemente paternalista e colaborativa com o Estado, mas pouco eficiente diante da busca constante da mitigação dos impactos causados ao meio ambiente e à sociedade. Palavras-chave: Sustentabilidade corporativa. Análise crítica do discurso. Certificações verdes. Construção civil.