A sustentabilidade em questão: paradigma ou matriz discursiva?
Tendo como base contextual a crise ambiental contemporânea, a qual tem características de crise civilizatória, este trabalho teve como principal objetivo colocar em debate a noção de Desenvolvimento Sustentável (DS), visto que este importante conceito foi politicamente construído e consensuado de fo...
| Author: | |
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| Format: | Master's thesis |
| Status: | Published version |
| Publication date: | 2015 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | USP |
| Repository: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-13112015-140605 |
| Online Access: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100134/tde-13112015-140605/ |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | Discourse matrix Matriz discursiva Paradigm Paradigma Sustainability Sustentabilidade |
| Summary: | Tendo como base contextual a crise ambiental contemporânea, a qual tem características de crise civilizatória, este trabalho teve como principal objetivo colocar em debate a noção de Desenvolvimento Sustentável (DS), visto que este importante conceito foi politicamente construído e consensuado de forma a ser a principal resposta para a questão ambiental. Dessa maneira, dado que a crise ambiental pede a emergência de um novo paradigma (o qual supere o chamado paradigma da simplificação), que leve em consideração uma mudança de cunho cognitivo, e compreenda o espaço em sua dinâmica de produção e reprodução da vida e em suas múltiplas territorialidades, esta pesquisa buscou analisar a possível constituição da sustentabilidade como este paradigma complexo, ou, ao contrário, se tal noção se resume a uma matriz discursiva que, como tal, obscurece as principais questões que deveriam ser consideradas por um paradigma da complexidade com um, conseqüente, novo aporte teórico-metodológico. Nesse sentido, o caminho metodológico traçado incluiu a discussão das diferentes concepções acerca das noções de matriz discursiva e paradigma, relacionando-se, posteriormente, tais temáticas com a questão ambiental e com a noção de DS em si, em seu viés político e científico. Apesar de dúvidas permanecerem, se considerou que a sustentabilidade parece, realmente, se apresentar muito mais como uma matriz discursiva do que como um paradigma, integrando uma matriz discursiva do meio ambiente. Assim, se pode apontar que o DS se encontra delimitado em um campo institucional específico, com pesquisas e políticas públicas orientadas e influenciadas pelos agentes determinantes hegemônicos de tal campo, como o Banco Mundial, por exemplo. Estes, de acordo com determinada visão de desenvolvimento (como sinônimo de crescimento econômico e se utilizando do viés da economia neoclássica) e da problemática ambiental (relegada a uma questão de gestão ou planejamento ambiental adequado, sem maiores entendimentos com relação a dinâmica territorial em sua totalidade) influenciam os discursos que devem permear o campo ambiental, pautando, inclusive, o conhecimento científico. A noção de DS colocada desta forma não representa, assim, qualquer ruptura com o paradigma da simplificação, sendo apenas uma matriz discursiva que encobre (e desenvolve na prática) o núcleo de tal paradigma, influenciando a práxis dos diversos agentes sociais presentes nos territórios. Como possíveis rupturas com a matriz discursiva do meio ambiente, se procurou apresentar e discutir, também, duas linhas de pensamento, ou coletivos do pensamento, que se apresentam como possíveis novos aportes teórico-metodológicos, condizentes, talvez, com um paradigma da complexidade que leve em conta, principalmente, as noções de totalidade e de complexidade ambiental |
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